Uso de leitores biométricos traz mais segurança para empresas e consumidores
Veículo: Zero Hora online
Data: 10/04/2013
Autor: Karine Wenzel
Página: www.clicrbs.com.br
A corretora Renata Barbosa, 24 anos, não precisa de cartões ou números para utilizar o caixa eletrônico. Ela carrega a senha de acesso em suas mãos, literalmente. Basta posicionar o dedo indicador sobre o leitor biométrico para realizar as transações necessárias. Renata comemora a praticidade do sistema e afirma que nunca enfrentou dificuldades ao utilizá-lo. Diante de tamanha facilidade, as instituições bancárias investem no dispositivo.
Um dos bancos que oferecem leitor biométrico, o Bradesco oferece o sistema de identificação há seis anos e encerrou 2012 com 93% dos terminais de autoatendimento com o serviço instalado.
– O Brasil está bem à frente dos demais países da América Latina na implementação da biometria nos caixas eletrônicos. Numa época em que o nível de complexidade dos processos bancários está aumentando, assim como os riscos, é importante contar com uma tecnologia que atenda a essas necessidades – afirma Juan Carlos Tejedor, diretor comercial para a América Latina da Lumidigm, empresa norte-americana de biometria.
Segundo Tejedor, cerca de 25% dos caixas eletrônicos brasileiros contam com sensores de leitura biométrica, o que comprova que ainda há muito o que crescer nesse segmento. Na avaliação do especialista, há outras áreas em que a biometria irá se desenvolver, como aplicações governamentais, transporte, sistema de saúde e o varejo.
O Grupo Nexxera, que atua na gestão de negócios com informações estruturadas em portais de serviço em Florianópolis, demorou cinco anos para chegar ao formato atual do Portal Documento Seguro (PDS), disponível para comercialização desde o ano passado. O portal é uma solução desenvolvida e ofertada em modelo Software as a Service (SaaS ) para geração, controle e assinatura de documentos em um fluxo 100% digital.
Autenticação de documentos deve chegar a smartphones
Ao receber o documento, o usuário pode assiná-lo por meio de sua impressão digital, assinatura digital (manuscrita digitalizada), certificado ou click2sign (uma contrassenha gerada no momento da transação).
O PDS funciona em qualquer tablet Android 4.0 ou superior com tela de sete polegadas ou mais e a tecnologia Wacom (Olipad, Galaxy Tab 7, Tab 10, Note e Note 2).
O presidente do Grupo Nexxera, Edson Silva, conta que, na Europa, os parceiros do Nexxera têm mais de 400 mil usuários. No ano passado, a solução representou menos de 1% do faturamento total do grupo, que foi de R$ 50 milhões, contudo, a perspectiva é a de que o segmento cresça a partir do segundo semestre.
– Nossa intenção é equipar todos os smartphones com essa facilidade – diz.
A empresa investe até 12% da receita líquida em pesquisa e desenvolvimento, sendo que o PDS corresponde a 25% do recurso aplicado.
Biometria
Origem: a palavra vem do grego bios (vida) e metron (medida).
O que é: método automático de reconhecimento individual baseado em medidas biológicas (anatômicas e fisiológicas) e características comportamentais. As mais implementadas envolvem impressões digitais, reconhecimento de face, íris, assinatura e até a geometria das mãos.
Como funciona: os aparelhos funcionam por meio da captura de amostras, que são transformadas em um padrão, que poderá ser comparado para futuras identificações.
Utilização: no Brasil, a emissão de passaporte, de carteiras de identidade e o cadastro das Polícias Civil e Federal contam com sistemas biométricos. Além disso, a biometria já está presente em relógios de ponto, urnas eletrônicas e autoescolas. A impressão digital é ainda a mais utilizada por sua maturidade.
Vantagens: comodidade e segurança contra fraudes. No caso da imagem multiespectral, as falhas são muito raras, mesmo que oss dedos estejam sujos, molhados ou feridos. Fontes: Tribunal Superior Eleitoral e Juan Carlos Tejedor