NEXXERA ABRE CAMINHO PARA PRIMEIRO BILHÃO VIA BTG

21.07.2015

Veículo: Época Negócios
Data: 20.07.2015
Coluna: Informação/Visão
Por: Soraia Yoshida
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O banco BTG tem uma missão até o final de agosto: concluir um trabalho meticuloso de avaliação do grupo Nexxera para que possíveis investidores possam enxergar o seu real valor – e participar da estratégia que o levará a faturar R$ 1 bilhão ao ano até 2017. Pelo menos é essa a promessa de Edson Silva, o presidente e um dos fundadores da empresa, sediada em Santa Catarina e especializada em tecnologias para o mercado financeiro e plataformas integradas de gestão de negócios. “Hoje, o intangível da Nexxera é enorme e esse ativo vale muito”, afirma Silva.

Intangível, ativo… Dito de maneira mais direta, ele se refere a todas as plataformas integradas de serviços de automação bancária, gestão de cobranças e recebimentos, relacionamento com fornecedores e processos colaborativos desenvolvidos pela empresa que são usados por 986 mil empresas e mais de dois milhões de pessoas físicas. Com a possibilidade de crescer ainda mais do que os 22% anuais com um contrato fechado junto ao Banco Votorantim, que lhe dá acesso ao portfólio de clientes para financiamento de veículos.

Criada em 1992 por três ex-funcionários do Banco de Santa Catarina (Besc), a Nexxera nasceu inicialmente como Compumarket. A empresa já havia atraído a atenção de investidores entre 1999 e 2000, quando o faturamento atingiu R$ 1 milhão ao ano. Na época, Silva e seus sócios fecharam acordo com o Opportunity, que ofereceu R$ 14 milhões para ficar com 49% do negócio. Eles disseram sim. Depois de um ano, disseram não. “A empresa já estava crescendo com as próprias pernas. Conversamos com eles e devolvemos tudo”, diz Silva.

O crescimento da companhia, que adquiriu participação em outras empresas e desenvolveu o ambiente eletrônico de negócios (AEN), com criação de aplicativos e formatos de cobrança, pagamento e conciliação, levou a uma nova onda de interesse entre 2012 e 2013. Carlyle, Blackstone, Riverwood, Investec e Patria foram apenas alguns dos fundos e bancos de investimentos que miraram na Nexxera.

Ao serem abordados pelo BTG, os sócios decidiram que havia um passo anterior a ser cumprido no processo. Uma avaliação bem feita do negócio. “Para que o mercado possa enxergar o real valor da Nexxera”, diz Silva, “A gente realizou uma ideia e botou de pé, agora temos clientes e um cenário muito mais aberto para aumentar nossa carteira de clientes. Temos muito mais a ganhar”. O contrato com o BTG foi assinado em maio e o banco deve entregar seu parecer até agosto. O futuro parceiro poderá ter entre 20% e 30% da Nexxera cuja expectativa é fechar o ano com faturamento de R$ 120 milhões.

Daí a chegar ao bilhão de reais vai um longo caminho. Ou não? Edson Silva diz que alcança a marca em dois anos e meio. E revela o plano. Primeiro, a expansão da base de usuários dos serviços da empresa. Hoje, a maior parte da receita vem dos 5 mil contratos diretos, geralmente com grandes bancos e empresas. Com aplicativos para pagamento de contas e gerenciamento de recursos disponíveis em celular, o usuário final dos bancos e as micro e pequenas empresas poderão virar clientes, invertendo a pirâmide. “Queremos fazer essa rede [que já os serviços e produtos indiretamente] se tornar nosso cliente”, diz Silva. “As micro e pequenas empresas querem ampliar automação e reduzir custo e é isso que podemos oferecer”.

Com escritórios montados em Miami e Bogotá, a Nexxera quer mais. “A gente quer ser como o Google. Queremos estar em tudo que é lugar”.

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